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Palavra do Presidente | março

 

A ESCALA 5X2 E AS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS PARA OS PEQUENOS EMPREENDEDORES

“É essencial que mudanças estruturais dessa magnitude sejam discutidas amplamente com o setor produtivo.”

A escala 6 x 1, que consiste em seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, tem sido um regime de trabalho comum em muitas pequenas e micro empresas. No entanto, com viés eleitoreiro e que representa um desastre anunciado, a proposta com a redução dessa jornada para 36 horas semanais, com a adoção da escala 5 x 2, pode trazer consequências negativas significativas para os pequenos empreendedores. 

Nesse aspecto podemos citar: (i) Aumento de custos – a redução da jornada de trabalho pode resultar em um aumento significativo de custos operacionais, como salários e benefícios, que muitas pequenas empresas não têm como arcar; (ii)  Redução da competitividade – a mudança na jornada de trabalho pode reduzir a competitividade dos pequenos empreendedores em relação a grandes corporações, que podem absorver custos de maneira mais eficaz; (iii) Impacto na qualidade do serviço – a jornada mais curta pode significar menos flexibilidade para ajustar as demandas dos clientes e mais dificuldade em manter a qualidade do serviço, levando a perda de competitividade no mercado. Esse propenso cenário resultará no fato que muitos empreendedores não terão condições de manter o negócio em funcionamento, gerando quebras e demissões. 

Em meio a um importante ano eleitoral e uma polarização dos debates que impactam diretamente os pequenos negócios, a Rede de Associações Comerciais inicia uma nova mobilização em defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de emprego e renda no País. 

Nesse sentido, durante reunião de vice-presidentes da Facesp, realizada no último dia 23/fevereiro, lideranças do sistema associativista definiram três pautas prioritárias para 2026, sendo uma delas a construção de um manifesto contra a redução da escala 6x1, com o objetivo de dar voz à insatisfação do setor produtivo. 

O presidente da CACB e Facesp, Alfredo Cotait Neto, defendeu uma atuação firme das ACs e da sociedade civil organizada para expor a superficialidade do debate e os impactos reais sobre empresas, empregos e renda. A orientação é que a Rede de Associações Comerciais assuma o protagonismo no processo eleitoral, atuando na construção de uma representação política alinhada ao desenvolvimento econômico. Assim, no campo político, temos a necessidade de eleger representantes comprometidos com a defesa do micro e pequeno empreendedor, isso nas Esferas Federal e Estadual, abrangendo o Poder Executivo e o Legislativo. Essa atuação é baseada em um único propósito: “defender quem empreende e gera desenvolvimento”.

 

Juntos somos mais fortes!

 

Cláudio Tonol

Presidente da ACEOC